sexta-feira, 22 de abril de 2011

E a imprensa brasileira...

O ano de 1822 marca, grosso modo, a mudança de dependência da metrópole para a um país um pouco mais avançado: a Inglaterra.
Sim, dependeríamos economicamente até meados do século XX.
Tudo bem, isso denota uma estreita relação entre nosso país e aquela pequena-grande ilha europeia. Entretanto, as relações permaneciam somente no nível político-econômico. Culturamente as coisas não se assemelhavam tanto, tanto por causa de nossa colonização, como por não sofrermos diretamente o imperialismo britânico (diferentemente, por exemplo, da Índia).

Séculos mais tarde, um novo príncipe assumirá o trono - espera-se - em alguns anos. De todo modo, o rapazinho teve uma vida biológica como todas as outras: nasceu, cresceu, descobriu para que serve o pipi além de urinar e, com isso, decidiu que precisava casar. Tudo bem, fatos cotidianos, inclusive para uma família real.

Fato, sobretudo, importante para os ingleses que verão uma nova princesa surgir. Dir-se-ia ainda que é um fato importante para toda a Commonwealth, pelo mesmo motivo: a nova princesinha. Entretanto, fato nada relevante - inclusive politicamente falando - para os países fora da dita Commonwealth. É coisa deles! Mais ou menos como dizer que o filho do Sarney vai casar.

O que me indago é: por que raios a imprensa brasileira insiste em noticiar o cotidiano do casal britânico se isso é realmente irrelevante para mais de meio mundo? Não há, por acaso, fatos mais importantes para serem noticiados? É quase jocoso o tom com que tratam o cidadão brasileiro nessas horas.