quinta-feira, 6 de maio de 2010

"Jamais nos esqueçamos que muito antes nós, as ciências e a filosofia combateram os tiranos. Seus constantes esforços fizeram a revolução. Como homens livres e gratos, devemos estabelecê-las entre nós e para sempre cuidar delas com devoção, pois as ciências e a filosofia manterão a liberdade que conquistamos."

De um membro da Convenção.
Citado em S. Solomon, Commune, agosto de 1939, p. 964. apud Hobsbawm, E. Era das Revoluções, 2009, p. 435.

sábado, 1 de maio de 2010

Do contexto das coisas...

Por mais que se tenha condições materiais, sociais, físicas, psicológicas etc, as perguntas e as ações ainda dependem do contexto em que são feitas.
Hoje, há condições, mas falta contexto.

Comparações e afins...

Um modo de aquisição de conhecimento, desde os tempos mais primórdios, é a analogia.
Por definição, entende-se analogia como: a) ponto de semelhança entre coisas diferentes; b) semelhança (há uma terceira definição, mas esta somente se refere à gramática - não passível de discussão no momento).
Ora, note-se que através de coisas diferentes acha-se algo em comum. No limite há uma comparação entre as distintas coisas. E eis o ponto interessante de tudo: a comparação.
Comparemos, então.
Qual seriam as duas entidades reais (que não ensejem discussão alguma quanto as suas existências. Deus está fora aqui) que mais intrigam o homem desde os tempos mais remotos? O Homem e o Universo.
Façamos uma comparação, e se possível tracemos uma analogia.
O Universo é realmente grande, tão grande que qualquer coisa imaginável caberia às centenas e ainda assim passaria despercebia.
O Homem encontra-se soberano sobre o planeta que habita, ninguém lhe é superior. A sua presença é tão notável e influente no tal planeta que se todos os seres-humanos morressem num instante, o planeta demoraria um bocado de tempo para recompor seu equilíbrio. É tão influente sua presença, que as relações entre os seres-humanos se tornaram tão complexas a ponto de se fazerem sentir nos rincões mais distantes e inimagináveis para o dono da ação (não que eu realmente entenda de teoria do caos, pois me falta muito conhecimento físico, mas de momento aceitemos, que seja levianamente, um efeito borboleta).
Voltando ao Universo, afirmar mais uma vez que ele é grande é pouco. Somente o imaginar o tamanho deste ente é impossível, e reduzindo muito ainda seu tamanho daria vertigens mesmo nos mais irressolutos. É GRANDE! Nesta sua quase infinitude espacial se encontra o tal planeta habita pelos seres-humanos.
O ser-humano em comparação ao próprio planeta que habita já o torna pequeno. O planeta em comparação com o Universo se torna tão infimamente pequeno que uma agulha no palheiro seria muito mais fácil de encontrar. É menor que um grão-de-areia no meio do oceano. Realmente minúsculo em relação ao universo.
Agora, comparando o homem, que é pequeno em relação ao seu planeta, com o Universo. Por Zeus, Sócrates! É quase inconcebível uma comparação.
O Homem se torna tão ínfimo perante o tamanho do Universo que seria como procurar um Quark de um átomo no meio do oceano. Realmente pequeno! Tão pequeno que qualquer daquelas relações tão complexas que ele desenvolve se tornam praticamente insignificantes. Mesmo um sentimento, que teoricamente é incomensurável, tornar-se-ia algo tão diminuto em comparação com o Universo que nem mesmo valeria a pena sentir qualquer coisa.
E o homem ainda se acha importante...