domingo, 26 de setembro de 2010

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"Há lugar para esperança, pois o seres humanos são animais que esperam."

(E. J. Hobsbawm, A Era dos Impérios)

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

(...)

E finalmente o Blogger arrumou o problema dos comentários sumidos.
Por isso cá estamos mais uma vez com um texto que não contemplará verdades maiores que, talvez, constatação de fatos.

Iria escrever sobre a poluição das eleições, sobre o desperdício de água e sobre o fechamento deste blog e abertura de um novo e sobre a fita veda rosca, tudo em seu devido textinho, bonito e tudo mais.
Não. Vai tudo aqui para ser bem resumido.

Eleições presidencias e afins no Br. Afora as críticas contra a política e tudo mais, o que me irrita profundamente é a poluição que esses malditos candidatos fazem. É poluição sonora (carro de som é a pior invenção do século). É poluição visual (todos têm a mesma cara e é feia). E é poluição urbana (vai desperdiçar papel com santinho assim lá longe...). Enfim, eleições com suas poluições irritam.

Água. Um professor meu disse tempos atrás que um ser humano precisa de 1.000 a 2.000 m³ de água por ano para sobreviver. O brasileiro tem 255.000 m³. Nem por isso as donas de casa e afins precisam insistentemente desperdiçar água como se fosse inesgotável. Me pergunto onde estão a Agência Nacional de Águas e o Ministério do Meio-ambiente nestas hora... Só ficar com campanha de fazer xixi durante o banho não dá!

O blog novo foi deletado, portanto continuemos com o blog velho e seus resquícios de pós-adolescência.

Fita veda rosca. Simplesmente uma das melhores invenções do século em que foi inventada. Não precisa de cola e faz tudo voltar a ser quase como deveria ser, e é baratíssima. Fantástica!

Aos minguados leitores, desculpem o tom diaresco do texto.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

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Circuito Fechado



Chinelos, vaso, descarga. Pia, sabonete. Água. Escova, creme dental, água, espuma, creme de barbear, pincel, espuma, gilete, água, cortina, sabonete, água fria, água quente, toalha. Creme para cabelo, pente. Cueca, camisa, abotoaduras, calça, meias, sapatos, telefone, agenda, copo com lápis, caneta, blocos de notas, espátula, pastas, caixa de entrada, de saída, vaso com plantas, quadros, papéis, cigarro, fósforo. Bandeja, xícara pequena. Cigarro e fósforo. Papéis, telefone, relatórios, cartas, notas, vales, cheques, memorandos, bilhetes, telefone, papéis. Relógio. Mesa, cavalete, cinzeiros, cadeiras, esboços de anúncios, fotos, cigarro, fósforo, bloco de papel, caneta, projetos de filmes, xícara, cartaz, lápis, cigarro, fósforo, quadro-negro, giz, papel. Mictório, pia, água. Táxi. Mesa, toalha, cadeiras, copos, pratos, talheres, garrafa, guardanapo. xícara. Maço de cigarros, caixa de fósforos. Escova de dentes, pasta, água. Mesa e poltrona, papéis, telefone, revista, copo de papel, cigarro, fósforo, telefone interno, gravata, paletó. Carteira, níqueis, documentos, caneta, chaves, lenço, relógio, maço de cigarros, caixa de fósforos. Jornal. Mesa, cadeiras, xícara e pires, prato, bule, talheres, guardanapos. Quadros. Pasta, carro. Cigarro, fósforo. Mesa e poltrona, cadeira, cinzeiro, papéis, externo, papéis, prova de anúncio, caneta e papel, relógio, papel, pasta, cigarro, fósforo, papel e caneta, telefone, caneta e papel, telefone, papéis, folheto, xícara, jornal, cigarro, fósforo, papel e caneta. Carro. Maço de cigarros, caixa de fósforos. Paletó, gravata. Poltrona, copo, revista. Quadros. Mesa, cadeiras, pratos, talheres, copos, guardanapos. Xícaras, cigarro e fósforo. Poltrona, livro. Cigarro e fósforo. Televisor, poltrona. Cigarro e fósforo. Abotoaduras, camisa, sapatos, meias, calça, cueca, pijama, espuma, água. Chinelos. Coberta, cama, travesseiro.


Ricardo Ramos

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CIDADEZINHA QUALQUER

Casas entre bananeiras
mulheres entre laranjeiras
pomar amor cantar.

Um homem vai devagar.
Um cachorro vai devagar.
Um burro vai devagar.
Devagar... as janelas olham.

Eta vida besta, meu Deus.

Carlos Drummond de Andrade

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Uma certa tristeza

Traduzir Hegel. Eis uma tarefa nada simples, sobretudo para o português dado que português e alemão não partilham da mesma raiz. O simples fato de ser Hegel também não ajuda. Grande autor de memoráveis textos, mas nada acessíveis a quem não está com a mente preparada e disposta.
Traduzir Hegel. Foi um dos fatos que mais me marcou quando li algo sobre a vida de um outro grande autor: José Saramago.
Para mim uma das mentes mais brilhantes que já viveu. E em algum momento da sua vida teve de se sustentar traduzindo Hegel. É o encontro de dois monstros num único momento.
Saramago não foi grande por ter simplesmente traduzido Hegel, não. De fato, acho que não são todos que conhecem este fato. Saramago foi grande por ter trazido a literatura a um outro patamar, algo mais elevado. Se prêmio Nobel vale alguma coisa, também depõe a favor deste grande homem, pois foi ganhador de tal prêmio com sua obra, mostrando ao mundo como o português é uma língua fantástica, e que nas suas mãos se transformava de forma quase mágica.
Quem dera eu ter um pouco da eloquência deste homem para poder escrever um texto um pouco melhor e fazer jus a sua memória. Infelizmente me limito ao exposto.
Por fim, um dia triste para a humanidade.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

"Jamais nos esqueçamos que muito antes nós, as ciências e a filosofia combateram os tiranos. Seus constantes esforços fizeram a revolução. Como homens livres e gratos, devemos estabelecê-las entre nós e para sempre cuidar delas com devoção, pois as ciências e a filosofia manterão a liberdade que conquistamos."

De um membro da Convenção.
Citado em S. Solomon, Commune, agosto de 1939, p. 964. apud Hobsbawm, E. Era das Revoluções, 2009, p. 435.

sábado, 1 de maio de 2010

Do contexto das coisas...

Por mais que se tenha condições materiais, sociais, físicas, psicológicas etc, as perguntas e as ações ainda dependem do contexto em que são feitas.
Hoje, há condições, mas falta contexto.

Comparações e afins...

Um modo de aquisição de conhecimento, desde os tempos mais primórdios, é a analogia.
Por definição, entende-se analogia como: a) ponto de semelhança entre coisas diferentes; b) semelhança (há uma terceira definição, mas esta somente se refere à gramática - não passível de discussão no momento).
Ora, note-se que através de coisas diferentes acha-se algo em comum. No limite há uma comparação entre as distintas coisas. E eis o ponto interessante de tudo: a comparação.
Comparemos, então.
Qual seriam as duas entidades reais (que não ensejem discussão alguma quanto as suas existências. Deus está fora aqui) que mais intrigam o homem desde os tempos mais remotos? O Homem e o Universo.
Façamos uma comparação, e se possível tracemos uma analogia.
O Universo é realmente grande, tão grande que qualquer coisa imaginável caberia às centenas e ainda assim passaria despercebia.
O Homem encontra-se soberano sobre o planeta que habita, ninguém lhe é superior. A sua presença é tão notável e influente no tal planeta que se todos os seres-humanos morressem num instante, o planeta demoraria um bocado de tempo para recompor seu equilíbrio. É tão influente sua presença, que as relações entre os seres-humanos se tornaram tão complexas a ponto de se fazerem sentir nos rincões mais distantes e inimagináveis para o dono da ação (não que eu realmente entenda de teoria do caos, pois me falta muito conhecimento físico, mas de momento aceitemos, que seja levianamente, um efeito borboleta).
Voltando ao Universo, afirmar mais uma vez que ele é grande é pouco. Somente o imaginar o tamanho deste ente é impossível, e reduzindo muito ainda seu tamanho daria vertigens mesmo nos mais irressolutos. É GRANDE! Nesta sua quase infinitude espacial se encontra o tal planeta habita pelos seres-humanos.
O ser-humano em comparação ao próprio planeta que habita já o torna pequeno. O planeta em comparação com o Universo se torna tão infimamente pequeno que uma agulha no palheiro seria muito mais fácil de encontrar. É menor que um grão-de-areia no meio do oceano. Realmente minúsculo em relação ao universo.
Agora, comparando o homem, que é pequeno em relação ao seu planeta, com o Universo. Por Zeus, Sócrates! É quase inconcebível uma comparação.
O Homem se torna tão ínfimo perante o tamanho do Universo que seria como procurar um Quark de um átomo no meio do oceano. Realmente pequeno! Tão pequeno que qualquer daquelas relações tão complexas que ele desenvolve se tornam praticamente insignificantes. Mesmo um sentimento, que teoricamente é incomensurável, tornar-se-ia algo tão diminuto em comparação com o Universo que nem mesmo valeria a pena sentir qualquer coisa.
E o homem ainda se acha importante...

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Solipsismo...

Para não dizerem que sou mau professor, ou que não se encontra a tal palavra facilmente... Até na internet se encontra este tipo de coisa!

"SOLIPSISMO (in. Solipsism; fr. Solipsisme, al. Solipsismus; it. Solipsismo). Tese de que só eu existo e de que todos os outros entes (homens e coisas) são apenas idéias minhas. Os termos mais antigos para indicar essa tese são egoísmo (cf. WOLFF, Psychologia rationalis, § 38; BAUMGARTEN, Met., § 392; GANUPPI, Saggio filosófico sulla critica delia conoscenza, IV, 3, 24, etc), egoísmo metafísico (KANT, Antr., I, § 2) ou egoísmo teórico (SCHOPENHAUER, Die Welt..., I, § 19). Kant empregou o termo Solipsismo para indicar a totalidade das inclinações que produzem felicidade quando satisfeitas (Crít. R. Prática, I, livro 1, cap. III; trad. it, p. 85); esse mesmo termo foi empregado para indicar o egoísmo metafísico por alguns escritores alemães da segunda metade do séc. XIX (cf. SCHUBERT-SOLDERN, Grundlagen zu einer Erkenntnistheorie, 1884, pp. 83 ss.; W. SCHUPPE, Der Solipsismus, 1898; H. DRIESCH, Ordnungslehre, 1912, pp. 23 ss., etc). Como já notava Wolff, o Solipsismo é uma espécie de idealismo que reduz a idéias não só as coisas, mas também os espíritos (Psychol. rat, § 38). Freqüentemente, o Solipsismo foi declarado irrefutável, pelo menos com provas teóricas: tal era a opinião de Schopenhauer (loc. cit), muitas vezes repetida (cf. RENOUVIER, Les dilemmes de la métaphysique pure, 1901; A. LEVI, Sceptica, 1921; SARTRE, L'être et le néant, 1943, p. 284). Na realidade, o Solipsismo só é irrefutável do ponto de vista idealista (com o qual coincide), segundo o qual os atos ou as ações do sujeito são conhecidos de maneira imediata, privilegiada e absolutamente segura. Foi a aceitação (explícita ou implícita) dessa tese que por vezes levou a adotar o Solipsismo como ponto de partida obrigatório da teoria do conhecimento (cf., p. ex., DRIESCH, Op. cit., p. 23) ou como procedimento metodológico (SCHUBERT-SOLDERN, Op. cit., pp. 65 SS.). Este último ponto de vista foi adotado pelo positivismo lógico, especialmente por Wittgenstein e Carnap. O primeiro, tendo observado que "os limites de minha linguagem constituem os limites de meu mundo" (Tractatus, 5, 6), concluiu "ser absolutamente correto o significado do Solipsismo, que, apesar de não poder ser dito, manifesta-se. O fato de os limites da linguagem (da linguagem que só eu entendo) constituírem os limites do meu mundo revela que o mundo é o meu mundo" (Ibid., 5.62) e que, portanto, "eu sou o meu mundo" (Ibid., 5.63). Mas, assim entendido, o Solipsismo transforma-se imediatamente em realismo: "O Solipsismo rigorosamente desenvolvido coincide com o realismo puro. O eu do positivismo reduz-se a um ponto inextenso, e a realidade a ele se coordena" (Ibid., 5.64). O pressuposto desse discurso é a teoria segundo a qual a correspondência entre os elementos da linguagem e os da realidade se dá termo a termo, e os elementos da realidade se reduzem a fatos de experiência imediata, sendo, pois, apenas meus. Quando faltam tais fatos, falta o significado (o objeto) da palavra, e eu não a entendo: portanto, Wittgenstein diz que os limites de minha linguagem são os limites do mundo. O mesmo pressuposto leva Carnap a falar de Solipsismo metódico. Com muita razão Carnap fala de Solipsismo a propósito da escolha dos elementos básicos (Grundelemente), porque, como através de tais elementos (que servem de base para a construção lógica do mundo) Carnap escolhe (assim como Wittgenstein) os fatos imediatos da experiência, ou, como diz ele, "a base psíquica própria", seu procedimento é solipsista (Der logische Aufbau der Welt, 1928, § 64). J. R. Weinberg já observava que no positivismo lógico o Solipsismo lingüístico é inevitável; por isso, uma vez que é necessário superá-lo para atingir a objetividade científica, "ou se alteram necessariamente alguns postulados do sistema para isentar o positivismo das idéias metafísicas, ou — se esse método falhar — será preciso abandonar todo o sistema do positivismo lógico" (An Examination of Logical Positivism, cap. VII; trad. it., pp. 235 ss.). Na realidade, o pressuposto do positivismo que dá origem ao Solipsismo é reflexo da tese idealista na teoria da linguagem: os elementos da linguagem são signos de experiências imediatas, porque as experiências imediatas são a única realidade."

ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de Filosofia.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Enquanto isso, a luz...

Dia desses me indaguei sobre quanto a luz viaja durante um ano.
Se não me engano o resultado é este: 9.460.800.000.000km.
Mal consigo pronunciar tudo isso...
Imagina se a luz pagasse passagem?!!!

Agora vem a derradeira pergunta: qual a utilidade deste texto? Nehuma! Oras!
Pura cultura inútil. Bom pra quem participa de Quiz Show...

sexta-feira, 16 de abril de 2010

E a política externa brasileira...

Na mesma entrevista de Alencastro, sobre a política externa brasileira e as críticas internas...


Valor: A política externa brasileira tem recebido elogios no exterior, mas críticas pesadas no país. A que o sr. atribuiria essa disparidade?
Alencastro: Pela primeira vez, desde 1850, quando a marinha de guerra inglesa bloqueava a baía de Guanabara por causa do tráfico negreiro, a diplomacia brasileira entrou na agenda da campanha eleitoral nacional. Acho uma coisa muito boa. Durante a ditadura, política externa era um assunto secundário. Depois, com a internet, os jornais desistiram de ter sucursais e correspondentes no exterior. Ora, a política externa virou um assunto complexo, mas o Brasil não tem especialistas suficientes nos jornais ou nas universidades. A imprensa não segue política internacional de maneira adequada. Exige-se mais conhecimento específico dos jornalistas esportivos que de quem cobre o setor internacional. Há um quarteto de embaixadores aposentados que estão sempre na televisão, batendo em Celso Amorim e Lula. Repetem que a política externa é um desastre. Desastre? Os jornais americanos e europeus discordam. Nunca vi o Brasil com tanto prestígio. É até desproporcionado, dado o peso ínfimo do país no comércio internacional. Ao contrário da Índia e da China, potências atômicas com peso comercial enorme. Em maio, Lula vai ao Irã e está sendo criticado no Brasil. Já a "Economist" diz que é bom, porque abre novos canais de comunicação entre Estados Unidos e Irã. Nos últimos dias, a diplomacia brasileira usou com habilidade as regras da OMC e as manobras políticas para rebater o protecionismo americano na questão do comércio do algodão. Tenho certeza de que esse assunto, que começou em 2002 e ainda não terminou, ficará como um marco na história diplomática.

novamente, na íntegra: http://www.defesanet.com.br/br/2010_36.htm

E a política brasileira

A frase a seguir resume, de maneira geral, o que penso sobre a política brasileira atualmente.

"Como pode alguém ser perseguido pela Interpol, podendo ser preso em 181 países por causa disso, mas passar pelas regras da gestão pública brasileira?"

Luiz Felipe Alencastro em entresvista à revista O Valor
na íntegra: http://www.defesanet.com.br/br/2010_36.htm

quarta-feira, 17 de março de 2010

Pior que John Nash

Certamente há aqui uma falta de compreensão daquilo que é mais aparente, sensível: o mundo.
Nem todas as sensações conjuntamente são capazes de uma explicação totalizante. Muito menos um simples teorizar levado às últimas consequencias.
Meio termo? Dificilmente atingido. Como meta? Somente com abruptas mudanças de comportamento. Este ainda teria moldes diversificados caso não fosse fruto (não unicamente) de certo contexto do indivíduo.
Óbivo! Assim como em Economia, escolhe-se no tempo com recursos limitados. Eis o problema de bem escolher. Qual é a melhor opção de escolha? Aí entraria o tal meio termo. Ainda assim difícil.
Não cabe o arrepender-se.
Num ponto de observação destacado deste mundo, se observaria uma sucessão completa de causas e efeitos. Só sendo Deus para tanto. Daí também as dificuldades de escolha, porém sempre escolhas são feitas. Inserido nesta sucessão não inteiramente contemplada de causas e efeitos procura-se um julgamento mais adequado para determinadas situações/ações. Daí não caber arrependimento. No limite faltou conhecimento de causa (ou efeito...), mas esta impulsionava para as escolhas no dado momento. Não é determinismo. Escolha há! Não é desde o nascimento definida a linha de causa e efeito. Molda-se.
Enfim, escolhas.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Divagações...

Eis que não mais que de repente, durante um certo jornal televisivo deveras famoso (não que o mesmo mereça tanto crédito, mas em comparação com a grande maioria, ainda se sobressai... infelizmente!), a Monadologia do grande mestre Leibniz me ocorre. Primeiramente sobre se deveria ou não me ater a tal obra durante o ano na turma do 2º ano. Resolvi que quando chegasse o momento certo responderia a esta indagação. Segundamente, não há como lembrar de Leibniz, ou sua Mônda-chefe, e evitar o pensamento da grande saia branca flutante deixando suas pequenas monadinhas ganharem o mundo. Isto implica, quase que de imadiato na minha cabeça, a ideia de uma ex-colega que se/me indagou: "E se deus for mulher?". Neste exato momento a saia branca, perde todo seu volume, encurta-se, ganha outro tecido, novo formato e cor. Simplesmente torna-se um saia de couro torneando o mais maravilhoso par de coxas que pode existir, afinal são coxas divinas! Esta foi a ideia que se seguiu por longos anos desde que aprendi alguma coisa de Leibniz na faculdade. Uma mônada que poderia ser tanto uma saia branca (caso Deus fosse homem) ou uma saia de couro com um par de coxas fantástico (caso Deus fosse mulher).

Tudo poderia continuar assim, não fosse o pensamento ter ocorrido durante o tal telejornal, e este ter interpelado meus pensamentos com alguma notícia que me sugeriu a nefasta ideia: e se a tal saia de couro preta com o par de coxas realmente for a Mônada-fodona-chefe, mas não for mulher. Sobraria ser a tal Mônada um homem, o implicaria Deus ser um traveco! A teoria da monadologia de Leibniz nunca mais será a mesma...

Zeus!

Num determinismo chulo, explicaria a desordem do mundo...

domingo, 7 de março de 2010

E foi-se o homem!

Homem na busca pelo conhecimento para lhe completar, completar até um futuro que almeja e busca.

Foi, deixando para trás família, amigos e coisas que lhe traziam prazer, felicidade e um senso de convivência que já se acostumara de tal forma que a ideia de mudar-se da cidade natal parecia, outrora, algo bem distante.

Seria fácil deixar tudo isto para trás e enfrentar uma nova cidade, sem emprego, com pouquíssimos conhecidos e uma ideia de bolsa ainda incerta? Nem o mais destemido desafiador de aventuras diria que sim! Não obstante, arrumou as coisas e foi!

Teve coragem de deixar a família que tanto ama, os amigos com quem se diverte e os prazeres de sua cidade natal para o desconhecido. Aí o mais destemido desafiador de aventuras teria de ceder à empreitada e reconhecer nela algo que, se superada promete o futuro almejado. Futuro este que nunca lhe pareceu de fácil acesso, mas mesmo assim nunca lhe fez baixar a cabeça e aceitar ser mais um comum (outrora chamados de boizinhos felizes! hahahahhahahahahhaa). Mesmo num certo ano de 2006, quando as coisas iam de mau a pior, não se deixou abater por completo e foi lá e conclui seus deveres. Da forma que queria? Dificilmente o é. Mas foi lá e fez. E hoje a mesma coisa. As condições são deveras adversas, entretanto o desafio está lançado e o primeiro obstáculo já foi superado.

Agora resta sobressair-se sobre os outros. E é por este motivo que foi!



Te cuida, meu jovem!