sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Eis que hoje me via estudando depois de algumas (longas) horas seguidas. Tá, eu parei pra "jantar", mas é lance rápido, então não conta. Quando retornei calculei o tempo de quantas páginas poderia ler até a hora de começar o jornal, sim um desses jornais televisivos bem famosos com apresentadores elegantes e aparentemente muito instruídos.

Fato é, o apresentador principal comentava sobre os debates para a eleição de prefeito (domingo agora!) produzidos pela emissora e suas afiliadas. Papo vai, papo vem, e de repente o rapaz solta algo mais ou menos assim: "[...] e não havendo acordo com as emissoras filiadas sobre a não-articipação dos candidatos de menor relevância, algumas cidades ficaram sem o debate". Seguiu, então, o apresentador citando os nomes das cidades (e pasmem, Maringá foi citada em rede nacional juntamente com cidades como Curitiba, Rio de Janeiro, Porto Alegre e outras que não me recordo agora). Concluiu a matéria dizendo algo mais ou menos nestas linhas: "o acordo não foi feito por ferir direito de participação de todos os candidatos. Nós da emissora tãnãnã acreditamos que tal dispositivo é uma séria restrição à liberdade de imprensa".

Ahh! Para o inferno com esta desculpa de que fere a liberdade de imprensa. É direito de todos participarem? É. Então não há de se falar em desrespeito à liberdade de imprensa! Há sim de se falar em exclusão daqueles que já não são favorecidos, ou por não terem recursos como os grandes peixes têm, ou por participarem de partidos menores. Por Zeus, Sócrates! Todos sabemos da importância da liberdade que a imprensa, sobretudo a televisiva, deve desfrutar para a transmissão da informação em todas as camadas sociais, mas daí pensar que o universo deva ter sua constituição fundamentada na liberdade de imprensa só porque o rapaz é um apresentador de telejornal é exagero! Depois ficam afirmando desrespeito ao Estado Democrático de Direito... Privar os peixes pequenos não seria justamente isto?