terça-feira, 8 de julho de 2008

Mais uma aventura de AlphadoG e Maverick

- Ei, AlphadoG. Precisamos resgatar um documento importantíssimo para a segurança nacional! Tá a fim de ir?
- Claro! Por que não?! Vamos como?
- Ah, tá quase tudo certo. Só preciso acertar os últimos detalhes, tp suprimentos, melhor horário, rotas de fuga e afins.
- Ok, eu piloto já que a máquina é a minha...
-Fazer o que...

Acertados todos os detalhes, nossos heróis partem na busca pelo tal importantíssimo documento. O que eles não contavam era com uma invasão em sua cidade. A tal invasão proporcionou-lhes um certo atraso. Sem contar um exame de rotina de AlphadoG. Parecia que seu olfato já não era mais o mesmo. Entretanto, ainda com tais adversidades eles partiram para mais uma missão de alto risco.

Quase metade do caminho percorrido, a noite já fazendo as vezes de senhora do mundo e mais um ocorrido que lhes traria desagradáveis notícias. A máquina de Alphadog estava com problemas e precisa de combustível. Já era tarde. Conseguir combustível aquela hora no território inimigo parecia ser missão impossível. Mas nossos heróis não desistem tão facilmente. No fim das contas, conseguem suprir as necessidades momentâneas. Mas desgraça nunca vem sozinha. Apesar de terem o combustível a máquina já não queria funcionar. Não era para menos, pois se tratava de combustível do inimigo! Após algumas tentativas ela volta a funcionar. Então nossos heróis se dirigem para o seu destino na maior velocidade possível. Mais alguns minutos no território inimigo e eles morreriam*! E de fato isto quase aconteceu. O inimigo era mais sagaz do que ele podiam supor. Na saída uma armadilha os aguardava. E ela funcionou como deveria ser.

Por sorte e perícia ambos saíram-se bem contra a armadilha. Seria necessário verificar se a máquina ainda continuava em condições. Felizmente sim! O problema era na hora de ligá-la mais uma vez. Ela tornava a não quere funcionar. Após algumas tentativas ela deu sinal de vida...

- PQP! Máquina FDP!!! Bicho, vc acha que ainda dá tempo?
- Não. Relaxa! Vamos embora que amanhã eu vou de ônibus...

E no fim um dogão e papo para ser lembrado em anos futuros.



* Possivelmente morreriam de tédio

domingo, 6 de julho de 2008

Tamanha insignificância

Imagine um mundo, com coisas interessantes, por exemplo, carros e chocolate. Agora imagine também que este mesmo mundo está povoado por uma criaturinha bem estranha que o domina, e nesta dominação o leva à ruina. Esta ruina é acarretada também pelo grande número destas criaturinhas, coisa de 6 bilhões. Agora pra sobreviverem eles precisam de algo, teoricamente inabitado, que sirva de fonte de energia, bem distante e bem maior. Esta fonte de energia por sua vez se encontra num sistema tão maior que a faz parecer um ponto bem pequeno quando comparada com uma "parente próxima", que num livro de ficção científica tinha a mesma função (fonte de energia), e ainda podemos imaginar que esta segunda ainda assim é pequena quando comparada com tantas outras por ai. Dai começamos imaginar quão grande tem de ser esta caixa de sapato preta de chamamos de universo. Uns ainda afirmam que ele se expande (tendenciosamente não posso deixar de indagar a pergunta de um velho professor, expandindo pra onde? tá, nem eu nem ele temos formação suficiente para entendermos o porque da expansão, mas mesmo assim ainda acho uma boa pergunta), e por mais que tenha um fim esta caixa de sapato, este fim (a parede) está muito, muito, muito, mas muito distante, mesmo! É longe pacas! No fim das contas, cabem muitas coisas dentro deste universo, coisas realmente grandes (não que tenham alguma serventia, mas mesmo assim grandes... chegamos à conclusão de que tamanho não define utilidade... hahahahhahahaha). Coisas tão grandes e distantes que o famoso polígono de 1000 lados fica bem mais fácil de ser imaginado.
Voltemos agora àquelas criaturinhas (nem tão simpáticas) do começo. Estas criaturinhas vivem naquele pequenino planeta num sistema solar sem muita expressividade. Estas criaturinhas interagem entre sim e também com o mundo. Estas criaturinhas se perguntam qual é a distância até a parede da caixa de sapato. Perguntam quem criou a caixa de sapato. Como podemos nos fazer este tipo de pergunta. Qual é a resposta para "a vida o universo e tudo mais" (pelo menos esta já temos, 42. E salve D.N.A.!). Por fim qual a verdade das coisa, ou ainda qual a verdade fundamental que rege a caixa de sapato. Mas imaginem que em relação ao próprio mundo onde vivem estas criaturinhas são bem insignificantes (mesmo que em conjunto elas consigam destruí-lo). E que ante à fonte de energia primária são ainda mais insignificantes (nem ao planeta vizinho elas conseguiram viajar), e já que esta é bem insignificante ante todo o resto do universo, a tal criaturinha é reduzida a tal condição que é tão difícil de imaginar quanto o maldito polígono de 1000 lados. Se considerarmos uma criaturinha destas como um ser dotado de certas habilidades, e quiçá com algo tão majestoso como uma alma (mero efeito retórico aqui) é de se pensar que nas suas limitações tão insignificantes possa, ser consideradas seres interessantes. Mas se se considera somente as ações... Putz, estas, ante todo um universo, são realmente insignificantes. Pode ser que produzam algum efeito notável aqui, neste simpático planeta. Mas dificilmente seriam percebidas fora daqui. No fim das contas, criaturas tão insignificantemente limitadas que não deveriam ter o direito de ser perguntar sobre algo como A Verdade, ou como tudo começou. No máximo pensar sobre as ações enquanto influem nas ações de outrem. Seres bem toscos na sua insignificância.
E ainda perco meu tempo digitando um texto tão tosco quanto muitas destas malditas criaturinhas... putz...