quarta-feira, 16 de abril de 2008

Da vontade negativa (e não tem nada a ver com filosofia aqui!)

Sabe aquele tipo de pessoa que quando para-se para pensar sobre, diz-se para si mesmo "nossa, como é bom ter alguém assim perto de mim! Realmente aproveitei algo junto dele(a)". Pois é, creio eu que destas poucas encontramos ao longo da vida. Eu, da minha parte, excetuando a família, conheço pouquíssimos assim, dois deles muito longe (e que falta fazem!). Felizmente ainda posso contar, por exemplo às quintas à noite com um deles para uma conversa num posto qualquer. Acho que este tipo de pessoa todo mundo deveria conhecer uma ao menos.

Agora, imagine o oposto deste tipo de pessoa. Não, não é aquele cara chato da sala de aula que fala mais do que o Galvão Bueno com menos conteúdo ainda. Também não é aquele mostro sem pescoço de tantos músculos que tem, que te achava um ser inferior somente por ser menor. Muito menos aquele ser acéfalo que jura ser mais inteligente que você. É aquele tipo que aparentemente parece poder trazer novidade para o cotidiano, apresenta-se com certo atributos que a maioria (inclusive os mais diferentões) gosta de apreciar em corpo alheio. Enfim, alguém que realmente se destaca de algum modo na multidão. Entretanto quando se tem o mínimo de contato percebe-se tanta profundidade quanto num pires ou num azulejo, e aqui não me refiro à profundidade intelectual, mas sim à profundidade humana. Pois é, deste tipo de ser dá até para comparar com um porco sujo inútil.

Infelizmente este último tipo de pessoa também ocorre ao longo da vida. Realmente uma infelicidade. É para com este tipo maldito que espero não ter de cruzar mais! Sim, bem difícil, eu sei. Porém o que estiver ao meu alcance farei o possível para que este tipo permaneça pelo menos um continente longe. Mas caso ocorra de me esbarrar com um(a) por ai, que fique numa relação "profissional", bem pouco amistosa ou humana.

Este texto serve, para mim, como um certo contrato firmado outrora, já que a minha vida segue e minhas ambições melhoraram.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

vai saber...

De repente quando ele se percebeu, notou que brincava com a viscosidade que acabara de tirar do nariz, e daí pensou - "nossa, como você é nojento cara, fica brincando com este negócio só porque não tem alguém por perto". Assim ele ficou com ânsia em se responder, então - "a tá, o negócio é meu, fui eu quem fiz, não sei porque é nojento...". Pronto, estava instarado o "diálogo" entre ele e ele mesmo.

- "Não é só porque você que produziu que o negócio deixa de ser nojento. Se assim o é, vai brincar com o coco que vc fez depois do almoço!".

- "Tá bom, apesar de achar que este tipo de coisa (brincar com a viscosidade do nariz) não é realmente nojenta, eu paro. Mas isto não significa que passarei mais horas no banheiro a partir de agora".

Pronto, tudo estava esclarecido, brincar com coisas produzidas pelo nariz ainda era algo nojento ante boa parte do mundo, inclusive ante parte dele mesmo. Depois de constatar isto para si mesmo ele levantou-se de sua cadeira e se dirigiu para o banheiro mais próximo para assoar o nariz e resolver este impasse desagradável.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Este texto foi escrito por um grande amigo meu. Era pra estar em outro meio de comunicação, mas como já não mais participo cá encontrei espaço. Muito me ajudou este texto no momento em que o recebi, por isto, muito obrigado, Marco!
Assim...


"Nem detentor do puritanismo dos ingênuos, muito menos do pessimismo dos desesperançados. Há aqui um meio termo, um estar no mundo de uma paixão contida que procura sentidos sem revoluções. Como se houvesse de fato um sentido, como se não houvessem revoluções, afronta a existência com uma nobreza que admiro: sem maniqueísmos, sem exacerbações. Quase sempre em confronto direto com meu tom provocador, acaba constituindo-se como negação do que sou, num movimento que me impede de parar ou desistir. E mesmo assim, infindáveis que sejam as oposições, sempre é capaz de ouvir e calar-se, dizendo-me muito mais do que estudantes em torno de um café pareceriam dizer.

É uma rara amizade. "