sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Eis que hoje me via estudando depois de algumas (longas) horas seguidas. Tá, eu parei pra "jantar", mas é lance rápido, então não conta. Quando retornei calculei o tempo de quantas páginas poderia ler até a hora de começar o jornal, sim um desses jornais televisivos bem famosos com apresentadores elegantes e aparentemente muito instruídos.

Fato é, o apresentador principal comentava sobre os debates para a eleição de prefeito (domingo agora!) produzidos pela emissora e suas afiliadas. Papo vai, papo vem, e de repente o rapaz solta algo mais ou menos assim: "[...] e não havendo acordo com as emissoras filiadas sobre a não-articipação dos candidatos de menor relevância, algumas cidades ficaram sem o debate". Seguiu, então, o apresentador citando os nomes das cidades (e pasmem, Maringá foi citada em rede nacional juntamente com cidades como Curitiba, Rio de Janeiro, Porto Alegre e outras que não me recordo agora). Concluiu a matéria dizendo algo mais ou menos nestas linhas: "o acordo não foi feito por ferir direito de participação de todos os candidatos. Nós da emissora tãnãnã acreditamos que tal dispositivo é uma séria restrição à liberdade de imprensa".

Ahh! Para o inferno com esta desculpa de que fere a liberdade de imprensa. É direito de todos participarem? É. Então não há de se falar em desrespeito à liberdade de imprensa! Há sim de se falar em exclusão daqueles que já não são favorecidos, ou por não terem recursos como os grandes peixes têm, ou por participarem de partidos menores. Por Zeus, Sócrates! Todos sabemos da importância da liberdade que a imprensa, sobretudo a televisiva, deve desfrutar para a transmissão da informação em todas as camadas sociais, mas daí pensar que o universo deva ter sua constituição fundamentada na liberdade de imprensa só porque o rapaz é um apresentador de telejornal é exagero! Depois ficam afirmando desrespeito ao Estado Democrático de Direito... Privar os peixes pequenos não seria justamente isto?

sábado, 30 de agosto de 2008

Boa noite! Sim, é noite e o vento lá fora é frio. Já aqui dentro "tá sussa"... Nestas horas sinto falta do frio do RS, mas fazer o que... C'est la vie! Afora o fato do repentino frio, B.B. King mais uma vez me acompanha por mais uma empreitada virtual nem tão rotineira. Cada vez que ouço o rapazinho tocar me surpreendo ainda mais. Simplesmente foda!

Fato é, mais uma vez pensava sobre minhas futuras decisões, ou as ações que dependem da tomada de decisão minha para que algo no futuro se concretize (tipo ato e potência do bom e velho Aristóteles). Pensei que, PQP, há certas coisas que parecem exagero para, por exemplo, se pedir num concurso público. Besteira! É de assustar o edital para AFRF? Só à primeira vista. Um AFRF usa tudo aquilo no dia-a-dia? Duvido. Mas também não me vejo usar Báskara (ou sei lá como se escreve) no meu cotidiano, e mesmo assim aprendi na escola (até achava legal). É exagero exacerbada cobrança? Não sei. Sobre certo aspectos até é, mas se se quer os melhores... É tudo meio exagerado por serem bem exageradas as relações sócio-político-economicas tanto internas como externas, sobretudo as externas. Sim, conseguimos uma sociedade exageradamente complexa. Entende-la nos seus limites é para poucos. Daí sei lá, quem quer arriscar? Eu? Vai saber. O céu parece mais simples... Se bem que o céu nunca foi opção dado que não sou suicída, muito menos crente (hahahahahhahahahaha).

Pergunta que resta: dá pra levar uma vida "sussa", com guitas, blues, video-game, carros, motos, mulheres e afins em conjunto com estas "superexigências" impostas pelo complexíssimo sistema sócio-político-econômico-interno/externo? Vejamos...

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Um computador lento. Uma vontade de não estudar (tá, eu to no meu intervalo...). B.B. King rolando no momento. Tudo conspira para um texto no blog! hahahahahahahhahahahahahahaha Embora seja mais um dos meus textos sem muita finalidade... Não que isto, hoje, seja um problema, não ligo muito mais para isto.

Quais respostas a filosofia me deu? Poucas. Quantas dúvidas mais? Mais do que eu tinha quando entrei no curso, mas a maioria com repostas tão complexas que não vale a pena discutir aqui, e também repostas que, hoje, a filosofia sozinha não dá conta. Somando tudo isso ao fato de professor (mesmo um titular numa boa universidade) não ser bem pago na rede pública e também ao fato de certas realizações materiais serem mais interessantes que outras mais, digamos, ideais, resta-me uma boa dúvida: como pode haver tanta gente que siga amigavelmente os caminhos da sabedoria? Continuar na peleja da pós-graduação é ainda mais difícil de conceber. Perguntei isto a um amigo. Ele respondeu que é por realização pessoal. Daí só posso concluir que cada um sabe qual é a sua realização pessoal... bem óbvio, eu sei.

Fato é, muito mais fácil eu me realizar pessoalmente com 10 mil na conta todo mês do que com 4... Há aqueles que digam que não, disto duvído!

Tudo bem, não acho ruim quem faça o caminho difícil (e não que encontrar um emprego de 10 mil ao mês, passar num concurso para o cargo e tudo mais seja fácil), é até admirável, mas definitivamente não é mais para mim. Cansei deste papo de amor à sabedoria! No fim das contas concordo com o velho Platão (nunca achei que isto ocorreria um dia, ou tão cedo na minha vida): filosofia é para o fim da vida.

E agora? Vai saber... o solo de guitarra tá mais interessante do que pensar no próximo assunto.

De qualquer modo, as coisas ultimamente parecem passar numa velocidade mediana. É, já não é rápido como o dia anterior a uma avaliação, nem lento como um domingo tedioso. Velocidade que é meio enjoativa. Parece que há algo desencaixado que faz as coisas não andarem no ritmo normal. Num ritmo que 95% das coisas perdem um pouco (bastante) da graça. Resta esperar para que algo mude.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Mais uma aventura de AlphadoG e Maverick

- Ei, AlphadoG. Precisamos resgatar um documento importantíssimo para a segurança nacional! Tá a fim de ir?
- Claro! Por que não?! Vamos como?
- Ah, tá quase tudo certo. Só preciso acertar os últimos detalhes, tp suprimentos, melhor horário, rotas de fuga e afins.
- Ok, eu piloto já que a máquina é a minha...
-Fazer o que...

Acertados todos os detalhes, nossos heróis partem na busca pelo tal importantíssimo documento. O que eles não contavam era com uma invasão em sua cidade. A tal invasão proporcionou-lhes um certo atraso. Sem contar um exame de rotina de AlphadoG. Parecia que seu olfato já não era mais o mesmo. Entretanto, ainda com tais adversidades eles partiram para mais uma missão de alto risco.

Quase metade do caminho percorrido, a noite já fazendo as vezes de senhora do mundo e mais um ocorrido que lhes traria desagradáveis notícias. A máquina de Alphadog estava com problemas e precisa de combustível. Já era tarde. Conseguir combustível aquela hora no território inimigo parecia ser missão impossível. Mas nossos heróis não desistem tão facilmente. No fim das contas, conseguem suprir as necessidades momentâneas. Mas desgraça nunca vem sozinha. Apesar de terem o combustível a máquina já não queria funcionar. Não era para menos, pois se tratava de combustível do inimigo! Após algumas tentativas ela volta a funcionar. Então nossos heróis se dirigem para o seu destino na maior velocidade possível. Mais alguns minutos no território inimigo e eles morreriam*! E de fato isto quase aconteceu. O inimigo era mais sagaz do que ele podiam supor. Na saída uma armadilha os aguardava. E ela funcionou como deveria ser.

Por sorte e perícia ambos saíram-se bem contra a armadilha. Seria necessário verificar se a máquina ainda continuava em condições. Felizmente sim! O problema era na hora de ligá-la mais uma vez. Ela tornava a não quere funcionar. Após algumas tentativas ela deu sinal de vida...

- PQP! Máquina FDP!!! Bicho, vc acha que ainda dá tempo?
- Não. Relaxa! Vamos embora que amanhã eu vou de ônibus...

E no fim um dogão e papo para ser lembrado em anos futuros.



* Possivelmente morreriam de tédio

domingo, 6 de julho de 2008

Tamanha insignificância

Imagine um mundo, com coisas interessantes, por exemplo, carros e chocolate. Agora imagine também que este mesmo mundo está povoado por uma criaturinha bem estranha que o domina, e nesta dominação o leva à ruina. Esta ruina é acarretada também pelo grande número destas criaturinhas, coisa de 6 bilhões. Agora pra sobreviverem eles precisam de algo, teoricamente inabitado, que sirva de fonte de energia, bem distante e bem maior. Esta fonte de energia por sua vez se encontra num sistema tão maior que a faz parecer um ponto bem pequeno quando comparada com uma "parente próxima", que num livro de ficção científica tinha a mesma função (fonte de energia), e ainda podemos imaginar que esta segunda ainda assim é pequena quando comparada com tantas outras por ai. Dai começamos imaginar quão grande tem de ser esta caixa de sapato preta de chamamos de universo. Uns ainda afirmam que ele se expande (tendenciosamente não posso deixar de indagar a pergunta de um velho professor, expandindo pra onde? tá, nem eu nem ele temos formação suficiente para entendermos o porque da expansão, mas mesmo assim ainda acho uma boa pergunta), e por mais que tenha um fim esta caixa de sapato, este fim (a parede) está muito, muito, muito, mas muito distante, mesmo! É longe pacas! No fim das contas, cabem muitas coisas dentro deste universo, coisas realmente grandes (não que tenham alguma serventia, mas mesmo assim grandes... chegamos à conclusão de que tamanho não define utilidade... hahahahhahahaha). Coisas tão grandes e distantes que o famoso polígono de 1000 lados fica bem mais fácil de ser imaginado.
Voltemos agora àquelas criaturinhas (nem tão simpáticas) do começo. Estas criaturinhas vivem naquele pequenino planeta num sistema solar sem muita expressividade. Estas criaturinhas interagem entre sim e também com o mundo. Estas criaturinhas se perguntam qual é a distância até a parede da caixa de sapato. Perguntam quem criou a caixa de sapato. Como podemos nos fazer este tipo de pergunta. Qual é a resposta para "a vida o universo e tudo mais" (pelo menos esta já temos, 42. E salve D.N.A.!). Por fim qual a verdade das coisa, ou ainda qual a verdade fundamental que rege a caixa de sapato. Mas imaginem que em relação ao próprio mundo onde vivem estas criaturinhas são bem insignificantes (mesmo que em conjunto elas consigam destruí-lo). E que ante à fonte de energia primária são ainda mais insignificantes (nem ao planeta vizinho elas conseguiram viajar), e já que esta é bem insignificante ante todo o resto do universo, a tal criaturinha é reduzida a tal condição que é tão difícil de imaginar quanto o maldito polígono de 1000 lados. Se considerarmos uma criaturinha destas como um ser dotado de certas habilidades, e quiçá com algo tão majestoso como uma alma (mero efeito retórico aqui) é de se pensar que nas suas limitações tão insignificantes possa, ser consideradas seres interessantes. Mas se se considera somente as ações... Putz, estas, ante todo um universo, são realmente insignificantes. Pode ser que produzam algum efeito notável aqui, neste simpático planeta. Mas dificilmente seriam percebidas fora daqui. No fim das contas, criaturas tão insignificantemente limitadas que não deveriam ter o direito de ser perguntar sobre algo como A Verdade, ou como tudo começou. No máximo pensar sobre as ações enquanto influem nas ações de outrem. Seres bem toscos na sua insignificância.
E ainda perco meu tempo digitando um texto tão tosco quanto muitas destas malditas criaturinhas... putz...

domingo, 15 de junho de 2008

Que foda... ia escrever/digitar um texto, tinha tema e tudo mais (não sei se tudo tudo, mas o necessário) até antes do almoço. E agora? Agora já esqueci 94, 756891234579% do que pretendia inicialmente. Pelo que consigo lembrar era até algo interessante, mas agora já era. Pelo menos consigo observar que não consigo mais dar títulos aos meus textos. Nunca fui bom nisso, em dar títulos. Acho que nos trabalhos da facul esta era a pior parte. A segunda era escrever o parágrafo de introdução. Putz... isso realmente é sacal. Podia ser bem mais simples, mas, até onde eu compreendo, há uma forte tradição que dita a norma da perfeita apresentação, bem eloqüente, articulada e, quiçá, floreada. Seria bem mais simples se fosse: o objetivo do trabalho é X, para isso investiga-se Y com o auxílio de Z. Pronto! Tá, eu sei que tá bem simples, mas não precisa fugir muito disso... hahahahahahaha
Caraca, reli o parágrafo acima. Ficou bem ruim, acho que um dos piores que já digitei. Vai ver é porque não tenho mais um bom motivo para este texto. Tudo muito complexo. Fácil é a vida do meu cachorro! Quase 10 anos, tem passeio garntido duas vezes por dia, ração de qualidade, e nas horas de qualidade toma "banho-de-sol" só para relaxar mais do que o de-costume! O seu maior esforço é subir no sofá... hahahahhahahahahahahahahahaha
Sucessão de parágrafos ruins. Será este o terceiro de uma série (in)finita? Ahh! Finalmente tive oportunidade de usar um parágrafo com o prefixo para a construção de outra palavra, e não no final como de costume, por exemplo, ele(s). Respondendo a pergunta. Sim, este parágrafo está tendendo a ser mais um parágrafo tosco... PQP!!! No começo até estava sendo engraçado, mas depois de 3 parágrafos já tá ficando chato.
Esta semana consegui definir uma coisa para minha vida. Não adianta eu querer fazer tudo de uma vez, isto por impossibilidade espaço-econômico-temporal. Daí o jeito é levar o que se consegue da melhor maneira possível e com calma. Parace clichê, mas fez sentido. Pelo menos não fica um trabalho porco pelo caminho... Dificilmente alguém será um novo Einstein em uma semana. E não, não pretendo ser um novo Einstein, é só um exemplo. O lance é no final das contas ter uma vida sossegada, mesmo que muito pensem que pilotar sobre condições muito adversas não seja o melhor exemplo de tranquilidade... hahahhahahahahahahahahaha. Bom, este parágrafo despiorou um pouco, mas ainda não salvou o texto, e como eu não to com saco para melhorá-lo vai ficar assim mesmo.

terça-feira, 20 de maio de 2008

Mais um texto sem um finalidade maior. Só preciso passar meu tempo enquanto ouço música (no momento Foo Fighters). Como não há um assunto em específico a se tratar fico meio perdido. Agora pensei em algum qualquer bem otimista que cogitaria "Se vc está meio perdido, não quer dizer que vc meio "achado"?" Não sei, quem sabe até é... Sei que achei algo que eu realmente quero ter, de fato duas coisas: um Audi R8 e um Porsche Carrera GT. Putz, to ferrado! O primeiro custa 106 mil euros, o segundo, se não me engano, custa 452 mil euros (sim, to com preguiça de procurar no site onde vi o preço, de qualquer forma, é bem caro). Alguém aí sabe como ficar milionário em pouquíssimo tempo? Bill Gates poderia ler meu blog, se sensibilizar com a minha dor por não ter estas duas belas e poderosas máquinas e me presentar no meu próximo aniversário. Tá, sei que eu teria um problema ainda maior, por exemplo, como pagar os respectivos IPVAs... Putz, depois eu me preocuparia com isto. Imagina "passear" com um R8? E em seguida pilotar um Carrera GT?! Nossa! Sem maiores comentários... definitivamente eu seria uma pessoa beeeem mais feliz, quiçá realizada materialmente (já que espiritualmente tá foda! ahahhahahahhahahahhahahahahahaha). Realizado serei o dia em que puder comprar estas duas máquinas e bancá-las sem me preocupar com IPVA e afins. Sim, o dia que isto acontecer é porque eu me tornei um milionário. Espero que meu plano funcione e até antes dos 75 eu consiga comprar um deles... hahahahahhahahahahahahahahaha.
Afora querer dirigir/pilotar as duas (e outras) super-máquinas acima citadas, creio eu que seguir os passos de um certo Ford Prefect seria mais interessante ainda. Imagina... escrever para o livro mais lido no Universo, conhecer o universo por causa disso e não ter maiores despesas! Putz, algo realmente instigante! Pena ainda não ser possível. Realmente uma pena. Até lá diverte-se com Audis e Porsches (ou ao menos intenta-se).
Pronto. Agora estou sem assunto. Não que antes estivesse com algum. Fato é, minha playlist deve ter mais uma duas música pra tocar, acho que quando acabar eu vou comer algo (se brincar ainda tenho que comprar pão, e a menina bonitinha da padaria só aparece lá aos domingos), e não sei como terminar este texto. Como será que Kant o faria? Será que isto é realmente relevante agora? Acho que não. Kant não tinha blog! hahahhahahahahahahahahahah. Pelo menos ele produziu algo interessante para uma grande parcela da população, já eu... bom, tenho meus leitores, mas não ouso comparar meu textos com os do mestre Kant (será que ele tinha mestrado? hahahhahahahahahahaha, detalhes que um curso de filosofia raramente abarca). Tanto faz, acho que ele nunca parou pra escrever algo só porque ouvia música e tinha tempo disponível. Bem poderia eu aproveitar meu tempo de outra forma. Nããhh, não to com vontade! hahahahahahahahahahahahahaha
Maldita seja minha vontade! Me fazendo "desperdiçar" meu precioso tempo aqui, ao invés de ir estudar, trabalhar ou produzir qualquer outra coisa mais útil à humanidade. Meu deus, como estou longe dos meus carros! hahhahahahahahahhahahahahahahaha
Brincadeira, nem é maldita a minha vontade, não! Até que gosto dela, apesar de sua constante indecisão... enfim, ainda persiste a pegunta: alguém sabe como ficar milionário da noite pro dia?

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Da vontade negativa (e não tem nada a ver com filosofia aqui!)

Sabe aquele tipo de pessoa que quando para-se para pensar sobre, diz-se para si mesmo "nossa, como é bom ter alguém assim perto de mim! Realmente aproveitei algo junto dele(a)". Pois é, creio eu que destas poucas encontramos ao longo da vida. Eu, da minha parte, excetuando a família, conheço pouquíssimos assim, dois deles muito longe (e que falta fazem!). Felizmente ainda posso contar, por exemplo às quintas à noite com um deles para uma conversa num posto qualquer. Acho que este tipo de pessoa todo mundo deveria conhecer uma ao menos.

Agora, imagine o oposto deste tipo de pessoa. Não, não é aquele cara chato da sala de aula que fala mais do que o Galvão Bueno com menos conteúdo ainda. Também não é aquele mostro sem pescoço de tantos músculos que tem, que te achava um ser inferior somente por ser menor. Muito menos aquele ser acéfalo que jura ser mais inteligente que você. É aquele tipo que aparentemente parece poder trazer novidade para o cotidiano, apresenta-se com certo atributos que a maioria (inclusive os mais diferentões) gosta de apreciar em corpo alheio. Enfim, alguém que realmente se destaca de algum modo na multidão. Entretanto quando se tem o mínimo de contato percebe-se tanta profundidade quanto num pires ou num azulejo, e aqui não me refiro à profundidade intelectual, mas sim à profundidade humana. Pois é, deste tipo de ser dá até para comparar com um porco sujo inútil.

Infelizmente este último tipo de pessoa também ocorre ao longo da vida. Realmente uma infelicidade. É para com este tipo maldito que espero não ter de cruzar mais! Sim, bem difícil, eu sei. Porém o que estiver ao meu alcance farei o possível para que este tipo permaneça pelo menos um continente longe. Mas caso ocorra de me esbarrar com um(a) por ai, que fique numa relação "profissional", bem pouco amistosa ou humana.

Este texto serve, para mim, como um certo contrato firmado outrora, já que a minha vida segue e minhas ambições melhoraram.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

vai saber...

De repente quando ele se percebeu, notou que brincava com a viscosidade que acabara de tirar do nariz, e daí pensou - "nossa, como você é nojento cara, fica brincando com este negócio só porque não tem alguém por perto". Assim ele ficou com ânsia em se responder, então - "a tá, o negócio é meu, fui eu quem fiz, não sei porque é nojento...". Pronto, estava instarado o "diálogo" entre ele e ele mesmo.

- "Não é só porque você que produziu que o negócio deixa de ser nojento. Se assim o é, vai brincar com o coco que vc fez depois do almoço!".

- "Tá bom, apesar de achar que este tipo de coisa (brincar com a viscosidade do nariz) não é realmente nojenta, eu paro. Mas isto não significa que passarei mais horas no banheiro a partir de agora".

Pronto, tudo estava esclarecido, brincar com coisas produzidas pelo nariz ainda era algo nojento ante boa parte do mundo, inclusive ante parte dele mesmo. Depois de constatar isto para si mesmo ele levantou-se de sua cadeira e se dirigiu para o banheiro mais próximo para assoar o nariz e resolver este impasse desagradável.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Este texto foi escrito por um grande amigo meu. Era pra estar em outro meio de comunicação, mas como já não mais participo cá encontrei espaço. Muito me ajudou este texto no momento em que o recebi, por isto, muito obrigado, Marco!
Assim...


"Nem detentor do puritanismo dos ingênuos, muito menos do pessimismo dos desesperançados. Há aqui um meio termo, um estar no mundo de uma paixão contida que procura sentidos sem revoluções. Como se houvesse de fato um sentido, como se não houvessem revoluções, afronta a existência com uma nobreza que admiro: sem maniqueísmos, sem exacerbações. Quase sempre em confronto direto com meu tom provocador, acaba constituindo-se como negação do que sou, num movimento que me impede de parar ou desistir. E mesmo assim, infindáveis que sejam as oposições, sempre é capaz de ouvir e calar-se, dizendo-me muito mais do que estudantes em torno de um café pareceriam dizer.

É uma rara amizade. "

sexta-feira, 28 de março de 2008

Aquela noturna

E mais uma vez me encontro sem ter o que fazer num fim-de-semana à noite, hoje em específico sexta-feira. Resta o quê (tem acento naquele q ali?)? Resta escrever/digitar texto no blog! Um saco, até tinha o que digitar, mas me chamaram a atenção para fazer outra coisa, daí perdi a inspiração... O que fazer agora? Caçar idéias no fundo de alguma coisa pra não desperdiçar meu tempo... Tá, meu tempo já tá sendo desperdiçado quando eu sei que este texto nem vai ficar tão bom assim. Pensei até em começar as crônicas da BSD, mas não to com vontade. Daí o lance é deixar o blues rolar no fone de ouvido e digitar, digitar e mais um pouco... digitar. Pensei agora no uso excessivo de reticências... foda-se!!!
Quase fui pra outra cidade agora à noite, mas o universo conspirou contra: estava sem grana pra gasolina, sem o carro propriamente dito (sim, ele não me foi liberado para este fim em específico... fazer o que quando ainda se é dependente de alguém?!), e até sem um convite mais "formal". No fim das contas era só uma idéia minha, que eu acho que seria bem interessante, mas não deu certo. Fazer o quê? Escrever no blog, oras!
To pensando também como resolver um problema que nem sem por onde começar, as variantes são tantas que eu considero... Daí no fim se eu seguir um certo conselho e pensamento meu as coisas podem até ser mais simples do que se imagina. Vejamos... se bem que isto é assunto para outro momento.
Por hora me despeço, pois alguém (que não eu) precisa dormir, e a luz do pc incomoda, daí já viu... me ferrei por ser o mais novo! hahahahahahahahahahhahaha
Um dia descubro a data de nascimento de Deus!

terça-feira, 18 de março de 2008

II Carta aberta aos acadêmicos de Filosofia

Texto do ano passado, destinado aos acdêmicos da filo, que de fato não surtiu muito efeito, mas foda-se... eu o reli hj e achei engraçado o suficiente para estar aqui. Agradeço ao Marco pela ajuda do seu desenvolvimento e ao Thiago pelas sugestões.
Sem mais...

Antes houvesse uma besta-fera vinda de uma galáxia distante com uma voraz sede de sangue e nos tomasse as cabeças (ou algumas outras que não a minha) para que nós não tivéssemos que presenciar a queda e quase falência daquela que um mais próximo tem o prazer em chamar de Augusta instituição, o Centro Acadêmico de Filosofia – UEM, mais conhecido entre nós como Cafil (ou simplesmente CA para os mais chegados).

Para aqueles que não são partidários da visão mórbida da coisa, antes não houvesse o momento em que a atual diretoria tivesse assumido seu posto distribuindo igualmente prestígio aos que lhe representam. Pois é, cremos ser somente por prestígio que estes “representantes” almejaram e assumiram estes cargos, e aqueles que não procederam de tal maneira (pois pensaram haver trabalho a ser feito e que o prestígio viria conforme se trabalhasse) logo perceberam que dali nada sairia e sabiamente abandonaram seu cargo (e o suposto prestígio) para que não ficassem reconhecidos por muitos, por aqueles que realmente fizeram algo, como um infeliz que só infesta a Augusta instituição. Aaahhh! Vem-nos à memória que destes somente um houve, e hoje é bem quisto no nosso meio (entenda-se o “nosso meio” aqueles que de alguma forma contribuíram para a formação do CA, e não simplesmente fogem as suas responsabilidades) e mesmo estando fora contribui muito mais com o curso que toda a atual diretoria junta. Ai a pergunta: por que foi que eles assumiram se sabiam que nada produziriam? Ninguém os forçou a estarem lá, e eles ainda foram/eram/são livres para não aceitar os cargos tão prestigiados! Agora imagina-se a força mística que estes cargos exercem sobre aqueles que não os ocupam, pois nem mesmo durante um ano inteiro de fracasso e motivo de chacotas os atuais representantes se lhes desvencilham! E ainda mais, conseguiram “levar” um antigo membro da gestão que um algo fez, mas mesmo assim insistentemente nada fez em prol de na atualidade!

Pois é, meus caros calouros! Fiquem de olho no peixe que é vendido quando dizem que a antiga diretoria produziu menos que agora (isto só seria fato se ninguém assumisse os cargos e não criassem um CA, pois mesmo uma mosca inerte produz mais) e que nunca antes na história da Augusta instituição foi feito tanto quanto agora (óbvio lulante). Ousamos a dizer que até mesmo aqueles que conseguiram afanar certa quantia em dinheiro e se mudaram sem explicações fizeram mais que os atuaisdiretores”, e não diz-se isto meramente para fazer oposição, mas sim por que é factual, pois pensem: se conseguiram afanar alguma grana é por que angariaram fundos para tanto e isto implica necessariamente (numa necessidade quase metafísica) em ter feito algum trabalho. Óbvio, não?! Pois é, nem pra todos!

O pior de tudo além de não se ter um CA operante, sem fundos, com membros orgulhosos por serem motivo de risos e tudo de pior que a inação pode oferecer, é nós termos que dispor de tempo para fazer frente mediante uma carta aberta para alertar os recém-chegados e desmoralizar aqueles inativos que insistentemente ofendem-nos com suas existências tão pouco criativas! Ah, sem chance vai inativos, vocês sabem que nós fomos melhores enquanto diretoria e não há meios possíveis agora de que vocês se afirmem bons o suficiente para nos fazerem críticas plausíveis! E se o trabalho foi/é demasiado para cinco diretores, isto é afirmado por pura incompetência de quem ocupa os cargos. Basta olhar a história do CA (que nem é tão longa assim) e ver que muito foi realizado com apenas cinco membros ou menos até!

Ouçamos o velho Céfalo: “se é verdade que um homem bom não pode ser totalmente feliz na velhice, também riqueza alguma poderá proporcionar a paz a um homem mau”. Antes um único membro da diretoria atual tivesse o espírito necessário para mover o Cafil do que se surgissem 12 comissões com o mesmo espírito que hoje o torna uma piada (e dizer isso realmente é desagradável). Mas vá lá, trabalhem em comissões que totalizem, sei lá, 255 pessoas e afirmem suas preguiças e, sobretudo incompetência!

Seria muito mais digno se simplesmente renunciassem os “prestigiados” cargos e deixassem a diretoria da Augusta instituição de forma honesta – tá, o termo honesto aqui foi demais. Mas talvez algo de bom, além de vossas malfadadas vontades que demonstraram no início de vossa gestão, possa ser demonstrado. Algo que emerja da consciência de cada membro desta diretoria e que façam-vos acordar: “nossa, como fomos toscos! Podemos ao menos dar explicação do dinheiro da festa, passar a conta bancária para o nosso nome (visando transparência ao que deixamos de fazer) e regularizar a situação jurídica de nossa situação – quem sabe nos sentiremos melhores?”

Tá, isso foi meio que uma utopia nossa. A tosquice é tão grande que ao invés de fazerem o que é certo é perigoso esses excelentes homens e mulheres se sentirem no direito de continuar a luta pela causa do... ããã... da.... ah, sei lá, da desnutrição infantil no Afeganistão ou das plantações de canabis por pequenos índios budistas.

Agora, se ainda não é claro para os pop-members, seja pela dificuldade em ler-se o que é por colegas impresso e entregue ou por pouco hábito em aceitar críticas verbais como sérias, nós não ficaremos parados se decidirem piorar o que já está ruim. Que lembrem-se de que o Estatuto o qual esqueceram de ler é devidamente registrado, e os acadêmicos que “representam” esperam mais do que simples incursões na vida noturna maringaense com intuitos pouco claros – inclusive no que relaciona-se ao controle financeiro.
Assim faremos porque acreditamos num Cafil transparente, ativo e representativo.


Grupo “Por um Cafil de Verdade”.

tanto faz

A inconstância se faz constante...

sábado, 1 de março de 2008

Lições para uma vida pós-adolescente à maturidade

1º. Faça um curso de mecânica (da básica à avançada!!!). Seja no SESC, SENAC, SENAI, com o seu Jão da esquina que jura que entende de carro, faça!!! É realmente importante.

2º. Antes de empurrar um carro (em especial nas subidas) para fazê-lo "pegar no tranco", alongue e aqueça as pernas, evita incômodos no dia seguinte!

3º. Se bater aquela fome depois de beber algumas, não coma um "dogão" se vcê passou enorme parte da sua adolescência fazendo isso e de repente parou bruscamente. Pode ser que isso acarrete problemas ao seu intestino...

4º. Celular incomoda, mas ajuda pra caramba.

(conforme necessário acrescentarei alguns pontos)

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

...

No fim das contas se mostrou somente mais uma representação do que de fato parecia num primeiro momento...

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Entre Jesus e o espírito absoluto hegeliano

Ontem (domingo), lá pelas tanta da noite, eu e um amigo conversávamos sobre algum assunto que não nos levaria a lugar algum, mas mesmo assim discutíamos.
Eis que de repente, não mais que de repente tudo fica claro para mim!
Hegel estava certo e Jesus realmente existiu!!!
Assim segue o argumento lógico: Hegel afirma que o espírito absoluto perfeito, para se conhecer melhor, se objetiva no mundo, dai tem todo o lance da evolução (outro verbete cairia melhor aqui, mas nunca gostei muito de Hegel mesmo) e o atingir o espírito absoluto mais uma vez, naquela primeira forma se conhecendo ainda mais depois de passar por todo a objetivação deste nosso querido e amado mundo. Se assim é/foi Hegel afirma que o auge da humanidade se encontra no império prussiano. E eis que eu sou obrigado a discordar!!!
E discordo porquê: suponhamos que Deus exista, se ele existe então é perfeito e tudo mais. Se ele existe e é perfeito, então pode ser comparado, ou ainda igualado, ao espírito absoluto hegeliano (sei que Hegel nunca afirmou isso, mas este tp de coisa acontece o tempo todo, reportem-se aos exemplo do Sumo Bem do Platão, o Primeiro Motor imóvel de Aristóteles, o Deus de Descartes (tá, este é piada), e mais alguns aí que nunca afirmaram que o princípio era Deus, mas sempre tinha alguém para interpretá-los desta forma), dai se Deus = espírito absoluto hegeliano, então Deus tem que se objetivar no mundo. Ora, e por acaso não foi Jesus a maior prova empírica de que Deus se objetivou? Para mim está claro que sim!
Por estes motivos que eu vejo o erro de Hegel em afirmar o império prussiano como o auge da humanidade. Torna-se claro que o auge está no oriente médio!

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Suspeito, muito suspeito...

Daí, de repente eu acordo no meio da tarde aliviado por saber onde o carro está. Pois é, esta era a minha última preocupação do sono vespertino. O duro foi conseguir lembrar de quase todo o sonho e constatar alguns fatos que não deveriam ser motivo preocupação. Não cabe aqui o relato de todo o sonho, mesmo porque não o lembro por completo agora.

Quem dera eu conhecer mais sobre a teoria do Freud sobre a interpretação sobre estes malditos que me incomodam diariamente...

Fato é que alguém um dia me disse de modo muito breve que o lance do sonho é que ele representa nossos desejos inconscientes misturados com fatos do cotidiano (pelo menos foi isso que interpretei daquelas palavras).

Daí juntando estes dois pontos, o sonho de hoje e o lance do desejo, vejo que as vezes me conheço menos do que eu achava. Ou não... Vá lá, ninguém além de mim até agora entende o que eu quero com este texto. Nada além do "Não sei...", já que o motivo que me levou digitá-los é o mesmo.

O ponto é, já dediquei dois textos à mesma fonte, e nada de algo acontecer. Não há o que acontecer! Exatamente por isto meu espanto com o dito sonho. Não há margem plausível de possibilidade de que algo aconteça para que eu possa considerar algo. Daí me indago se o desejo realmente não existia mais, se realmente era inconsciente, ou ainda se era consciente e eu não aceitava simplesmente. Não aceitar justamente pela pequena margem de sucesso (agora me veio à mente que se todo mundo seguisse isso ninguém mais apostaria na mega-sena... rs).

Putz... e agora?

Agora... agora eu acho que to ferrado. Porque se se segue a opção que considerava descartada não há muito o que eu possa fazer para consertar um situação por mim mesmo estragada. O óbvio seria o pedido de desculpas, e de certa forma cedi ao óbvio (que merda admitir isso...), mas não surtiu efeito algum. Daí a indiferença (pelo menos até agora). É algo que já não participa diretamente do meu universo, não há porque se preocupar. Pelo menos não até eu decidir quals das opções se segue.

Dado o presente texto, eu acho que já sei qual opção se segue, e isto sim é meio problemático.

"No real da vida, as coisas acabam com menos formato, nem acabam". Guimarães Rosa.

sábado, 12 de janeiro de 2008

2008... (parece bem clichê)

Putz, primeiro texto de 2008. Quase 4 meses (ou mais) sem um e de repente decido fazê-lo... Vai ver porque está é a finalidade do blog, ter textos. Tá parecendo que eu to enrolando pra começar o assunto que realmente interessa. Na verdade não é isto que se segue, não o é porque se seguimos a sentença anterior eu enrolaria caso houvesse um assunto principal a ser desenvolvido, como não é este o caso não faço as vezes de um enrolador, o que de fato poderia dar a impressão de eu ser um golpista, um vigarista, falsário quem sabe! Não, isso é tudo besteira... só to digitando este texto por causa da minha vontade. Daí o lance é por umas músicas pra rolar e boa (neste momento tá rolando Orgasmatron, bem no fim), digitar o texto mais longo possível. Até pensei em digitar um que quero sobre o imenso painel 2D, mas este é algo que ainda quero elaborar um pouco mais (acho que fica para amanhã), pensei tabém em digitar sobre um erro de ontem, mas também não há inspiração para tanto (quem sabe nunca haja, pelo menos não mais). O foda disso tudo é que neste texto não tem como ser ostensivamente rebuscado, muito menos ridiculamente lastimável. Simplesmente não há! Há, quem sabe, algumas indagações que não merecem citação. Há, quem sabe, uma dor maldita num músculo que eu ignoro o nome. Há, quem sabe, uma omissão. Mas no fim das contas, nada foi desvelado, e minha existência continua sem saber se é ou não autêntica (agora fico imaginando se eu preciso estudar mais Heiddeger... quem sabe um dia numa discussão com um que me é querido eu aprenda isto). Caramba! Acabou de passar um infeliz de moto fazendo muito barulho, e isto é deveras irritante. Depois de digitar a sentença anterior eu lembrei d'A náusea, de Sarte, quando o personagem principal pensa que tem que descrever todas as suas sensações. E agora, pra onde encaminho o texto? Pelo menos lembrei de mais um texto que eu pretendo para o blog, um sobre o porutguês, mas isto, como já se notou, é assunto pra outra hora. Tá, como já não imagino mais qualquer coisa pra digitar aqui, me despeço (de quem ou o que ainda não sei). Quem sabe até amanhã...