quinta-feira, 9 de agosto de 2007

O dedo de Fogo de DEUS!

Outro dia me disseram sobre um acordo entre o governo federal e o Vaticano sobre tornar o catolicismo a religião oficial do Brasil (vá lá, eu não to totalmente interado no assunto, o que sei é algo superficial, porém o suficiente para a revolta aqui comentada), dai dias depois alguém próximo disse que uma certa instituição de ensino não quis nem olhar o seu currículo por se tratar de uma pessoa que não passou por todo o ensino fundamental e médio nesta mesma instituição (o detalhe que vale ressaltar deste segundo caso é que a instituição tem fundamentos religiosos e cobra pra ensinar, diga-se de passagem, cobra muito caro). A diretora desta instituição simplesmente afirmou que só contratava pessoas que tivessem por ali passado. Naquele exato momento veio-me à cabeça o seguinte pensamento: "putz... e se de repente todas as pessoas que estudaram nesta merda fossem do pior tipo que corrompe a sociedade? A digníssima diretora ver-se-ia na situação de contratar gente da pior espécie pra tratar com seus queridos aluninhos!". Em seguida comecei a pensar sobre a posição de alguns fanáticos quanto a sua religião de escolha. Pois bem, afirmo-me ateu, não tenho sério problemas com quem crê em algo. O meu problema é com este fanatismo desmedido (por isto mesmo fanatismo) que faz seus seguidores empurarrem (ao menos tentar empurrar) goéla a baixo uma coisa que pra mim não faz sentido algum, a religião. Não é questão aqui se ela é boa ou ruim, a questão é a tentativa de supressão da minha vontade e escolha. Tal ato não aceitarei de forma alguma, pois preso pela minha individualidade! É, sobretudo, difícil a aceitação deste tipo de atitude num Estado (supostamente) laico. Vem-me à memória agora por exemplo quando professorinhas bondosas pediam que os alunos ficassem de pé para rezar o Paio nosso... Daí mais uma vez eu me recusava por ver minha individualidade ser destroçada. Desde quando que sou católico pra rezar no começo da aula? E o budista como que fica? Sem contar no muçulmano, no agnóstico, espirita, mormom, sei lá, imaginem esse sem número de religiões por ai que não precisam necessariamente rezar antes do início da aula. Além do mais, rezava-se numa instiuição mantida pelo Estado dito laico... Daí deixa-se criar outro sem número de instituições de educação filiadas à religião, obviamente cobrando um absurdo para que seus alunos possam ter "o melhor" que há no mercado divino...
Mas vá lá, quisera eu que Deus realmente existisse e se assim procedesse não fosse tão bom quanto dizem que é (ou ao menos pensasse como eu) e quando visse um ato como o do infeliz que pretende sobrepujar milhares de individualidades, ou o de alguém que prefere uma pessoa que foi domesticada na sua escola sobre o olhar religioso que beatifica qualquer cretino corrupto que por lá passou, ou ainda aquela querida professora infeliz que não sabe direito seu papel numa instituição laica, simplesmente descesse o seu dedo indicador da mão direita em chamas para queimar todos aqueles que infringem contra a individualidade de outrem, deixando no local onde se encontrava o infeliz pecador (era o fiel fanático no caso) apenas um buraco enorme com um singelo aviso à borda com o seguinte dizer "aqui houve um cretino fanático!".