domingo, 28 de outubro de 2007

Não sei...

Eu juro que eu não sei o que acontece quando isto acontece. Parece algo incontrolável, mas que controlei. Parece algo insâno, mas que é normal. Parece que explode, mas continuo o mesmo.

Eis o que me faz pensar num sentido para tudo, embora não queira nada além de um fim tão imediato quanto foi seu início.

De uma sutileza tão infernalmente aprazível, que no fim gera um incômodo incrivelmente estrondoso!

Esboçam-se 3 finais possíveis (sim, são incontáveis as possibilidades, mas aqui só considero 3): um que quero e gosto; um que não quero e não gosto; e um que quero caso o primeiro ceda ao segundo.

Um querer tão imenso que só de imaginá-lo tão distante uma vontade repentina de querer ver o movimento nas suas mais variadas formas nasce. Um grito contido que se rompe incessantemente a cada instante que se passa. Ah, que houvesse um deus para poder depositar meu desespero em suas mãos! Ah, que o fogo tudo consumisse para nada mais haver além de memórias ao calado e silencioso espectador, e este pudesse decidir o que fazer com as cinzas daqueles que se foram.

Como quero não estar aqui!

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

O dedo de Fogo de DEUS!

Outro dia me disseram sobre um acordo entre o governo federal e o Vaticano sobre tornar o catolicismo a religião oficial do Brasil (vá lá, eu não to totalmente interado no assunto, o que sei é algo superficial, porém o suficiente para a revolta aqui comentada), dai dias depois alguém próximo disse que uma certa instituição de ensino não quis nem olhar o seu currículo por se tratar de uma pessoa que não passou por todo o ensino fundamental e médio nesta mesma instituição (o detalhe que vale ressaltar deste segundo caso é que a instituição tem fundamentos religiosos e cobra pra ensinar, diga-se de passagem, cobra muito caro). A diretora desta instituição simplesmente afirmou que só contratava pessoas que tivessem por ali passado. Naquele exato momento veio-me à cabeça o seguinte pensamento: "putz... e se de repente todas as pessoas que estudaram nesta merda fossem do pior tipo que corrompe a sociedade? A digníssima diretora ver-se-ia na situação de contratar gente da pior espécie pra tratar com seus queridos aluninhos!". Em seguida comecei a pensar sobre a posição de alguns fanáticos quanto a sua religião de escolha. Pois bem, afirmo-me ateu, não tenho sério problemas com quem crê em algo. O meu problema é com este fanatismo desmedido (por isto mesmo fanatismo) que faz seus seguidores empurarrem (ao menos tentar empurrar) goéla a baixo uma coisa que pra mim não faz sentido algum, a religião. Não é questão aqui se ela é boa ou ruim, a questão é a tentativa de supressão da minha vontade e escolha. Tal ato não aceitarei de forma alguma, pois preso pela minha individualidade! É, sobretudo, difícil a aceitação deste tipo de atitude num Estado (supostamente) laico. Vem-me à memória agora por exemplo quando professorinhas bondosas pediam que os alunos ficassem de pé para rezar o Paio nosso... Daí mais uma vez eu me recusava por ver minha individualidade ser destroçada. Desde quando que sou católico pra rezar no começo da aula? E o budista como que fica? Sem contar no muçulmano, no agnóstico, espirita, mormom, sei lá, imaginem esse sem número de religiões por ai que não precisam necessariamente rezar antes do início da aula. Além do mais, rezava-se numa instiuição mantida pelo Estado dito laico... Daí deixa-se criar outro sem número de instituições de educação filiadas à religião, obviamente cobrando um absurdo para que seus alunos possam ter "o melhor" que há no mercado divino...
Mas vá lá, quisera eu que Deus realmente existisse e se assim procedesse não fosse tão bom quanto dizem que é (ou ao menos pensasse como eu) e quando visse um ato como o do infeliz que pretende sobrepujar milhares de individualidades, ou o de alguém que prefere uma pessoa que foi domesticada na sua escola sobre o olhar religioso que beatifica qualquer cretino corrupto que por lá passou, ou ainda aquela querida professora infeliz que não sabe direito seu papel numa instituição laica, simplesmente descesse o seu dedo indicador da mão direita em chamas para queimar todos aqueles que infringem contra a individualidade de outrem, deixando no local onde se encontrava o infeliz pecador (era o fiel fanático no caso) apenas um buraco enorme com um singelo aviso à borda com o seguinte dizer "aqui houve um cretino fanático!".

domingo, 17 de junho de 2007

Da minha vontade

Putz... faz uma meia hora que deveria ter começado a digitar este texto, mas um sem fim de pessoas nos meios de comunicação virtuais não me permitiram. De qualquer forma, escrevo/digito este texto somente por ser impelido pela minha vontade a tal ato. Pensei em simplesmente parar de digitar na oração anterior, mas não, ainda quero digitar um texto. O duro é que pra mim coisas sem finalidades não devem ser produzidas, e este texto aparentemente não tem tem/tinha finalidade, entretanto arranjei-lhe uma: é justamente saciar minha vontade! Eis aqui um dilema que me impede de parar o texto, e ele segue da seguinte forma: escrevo/digito o presente texto com intuito de saciar a minha vontade, pois bem, esta é a parte compreensível do geral. O que não entendo muito bem é justamente como se define a Vontade, ou em particular, a minha vontade. Sei que é alguma espécie de faculdade que move os seres em geral, assim sendo, se minha vontade não é bem definida, eu não sei muito bem pra onde me movo. Isto sim eu considero um grande problema. Mas vá lá, o legal é mover-se simplesmente!

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Sem título

Sim, este texto não merece um título, pois até onde sei o título serve como uma espécie de idéia ao texto, quiçá um introdução...
Explico-me porque não haver título plausível a este texto. Não há por não ser possível em todas as palavras do universo expressar na sua totalidade um sentimento. Até parece contraditório eu me dispor digitar algumas palavras sobre sentimentos e logo de início afirmar isto ser impossível. De fato não é meu intento descrvê-lo na sua totalidade, mas sim somente buscar um meio de me expressar de forma que não precise apenas pensar em n+1 palavras na forma de um texto e nunca colocá-los em algum lugar que não um "canto" obscuro do meu consciente juntamente com outras coisas que, imagino eu, nem Deus deva saber na sua onisciência.
Voltando ao assunto que me levou ao texto... de fato passar uma semana inteira vivendo bons dias (excetuando o Domingo) é algo realmente raro pra mim, dado o tom pessimista (ou deveras realista... se bem que isto me leverá ainda a uma reflexão sobre) que eu trato a existência em geral, talvez ainda nauseante. Seguir um Domingo bom seria algo assaz extraordinário, mas um Segunda-feira sem alguma surpresa é algo sim quase impensável. Tal surpresa não se deve ao sono matinal ao ler o texto na BCE, nem a fome exacerbada durante a aula de alemão, deve-se simplesmente a algumas palavras digitadas por um desconhecido. Ah sim, dai penso que não devo dar tanta importância àqueles que não tangem o meu mundo, mas oras, se me importo é porque (ou por quê, ou porquê, ou pq... tanto faz, nunca sei qual é qual) tangem meu mundo, mas mesmo este é tratado com um tom de ludicidade (não sei se é bem este o verbete adequado, mas na preguiça de pensar um melhor vai este mesmo) e logo o tal problema que me aflige será superado e o sorriso cético mais uma vez terá seu lugar. A minha única fonte de hesitação quanto ao viver (favor não considerar literalmente esta parte) quanto ao viver é saber que posso ser tomado de súbito por aquilo que ainda me é e sempre será obscuro, os sentimentos!

(por favor caros (s) leitor(es), desconsiderem o erro de português do último texto, de fato "descansando" e não como está lá "descançando", poderia eu seri simplesmente um patife e aceitar o comentário do meu caro amigo e dizer que aquilo foi simplesmente irônia quanto a Deus, mas não foi, é um erro por desatenção mesmo...
quanto ao texto de hj, peço igualmente para que desconsiderem os possíveis erros de português, não to com paciência pra correção e tudo mais... sem mais, obrigado!)

domingo, 10 de junho de 2007

Dos domingos mais enfadonhos...

Realmente apesar de uma semana muito boa, e uma idéia deveras interessante ontem, o domingo consegue ser de longe o dia mais cretino. Antigamente curtia-se o domingo por não haver compromisso para com o colégio e podia-se brincar longas horas com amigos de uma memória distante (quem lê pensa que eu sou velhão e talz... não é este o caso, quiçá seja um estilo de escrita). Já hoje para que serve o domingo? Alguns diriam que para descansar, outros para outras coisas que não vale a pena enumerar agora. O ponto é: eu não tenho o que fazer no domingo. Tempos atrás eu bebia à noite num boteco aqui perto, mas o amigo mudou-se e beber sozinho, à noite, num boteco, em pleno domingão... putz... me parece meio prelúdio ao suicídio (hahahahahahahahaha). Ler textos acadêmicos no domingo parece até uma saída aeitável, mas não vem ao caso para pessoas que não têm saco pra procurar um lugar silencioso para o estudo. Poder-se-ia recorrer à boa e velha literatura mundial, pois é... faltam-me livros para afungentar-me em meu quarto, e sinceramente, ler no pc é uma bicuda mal dada na bola esquerda do s...
Bom, caro leitor (supondo que haja algum), é notório (um momento, preciso lavar as mãos) o tom pessimista ao longo do texto, também, não é para menos... domingo é dificilmente um bom dia, e o de hoje não foi um destes raros.
Bom resta a pessoas como eu, por exemplo, esperar downloads "infindáveis" findar, ouvir boa música, escrever no blog qualquer coisa que pouquíssimas pessoas lerão (e, imagino eu, nenhuma comentará) e quiçá imaginar como deus passa seus domingos... (ah, acho que descançando, como afirma acho que algum texto de alguma religião ai...). Bom, acho que é isto, que cada um passe o domingo da forma que lhe couber!

sábado, 9 de junho de 2007

Não poderia deixar de ser, já que o nome do Blog é uma homenagem, eu iniciar com algum texto sobre Douglas Adams ou o Hitchhiker's.
De fato um livro que recomendo a quase todos, aqueles que não recomendo o livro podem sim sentirem-se intelectualmente inferiorizados (tá, é quase uma brincadeira...). De qualquer forma, um livro de ficção científica, com um humor inigualável e um desfecho que realmente surpreende!
Ah sim, quem se aventurar no Universo do Guia, por favor faça-o até a última obra!
Enfim, para aqueles que me conhecem sabem o quão difícil é eu ser fã de algo a ponto de prestar homenagens, mas de fato, Douglas Adams merece!